Braz Dos Santos: Dança é uma massagem no espírito

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É um momento unico. A sentar-se cara a cara com uma das lendas verdadeiras do seu paixão e ouvir quando ele abre o seu coração e conta a sua história. Isso foi eu no mês passado, falando com um cavalheiro alto e moreno muito genial. E agora eu posso compartilhar esta história com vocês: a minha entrevista com Braz Dos Santos!

No caso de você já não conhece Braz, ele é de fato uma lenda viva do zouk brasileiro e, provavelmente, em parte por causa dele nós estamos dançando esta dança ainda hoje. Ele começou sua carreira de dança há 28 anos e ele ganhou uma competição da lambada na sua primeira noite na pista da dança. Deixando sua vida perigosa como um pescador, ele logo se tornou um dançarino com uma banda icônica, Kaoma. Ainda hoje ele dança e ensina, e é provavelmente tão enérgico e alegre como ele era 28 anos atrás.

No ano passado, a história vibrante da vida de Braz foi trazido ao palco com Brazouka, um show de dança e música. 

Zouk The World: Falamos da Brazouka! Estou curioso para saber qual foi o momento mais memorável para você na turnê de Brazouka?

Eu sempre estive aprendendo, de pouco a pouco, quando tenho oportunidade de aprender de alguem.

Braz Dos Santos: Tem vários porque é um novo desafio. Estou atuando, dançando, jogando a capoeira e tudo ao mesmo tempo. Eu aprendi tudo isso durante minha vida - eu sempre estive aprendendo, de pouco a pouco, quando tenho oportunidade de aprender de alguem.; um pouco na rua, um pouco na escola de capoeira e escola de samba. Brazouka conta a minha história verdadeira - tudo que aconteceu comigo.


ZTW: Ouvi dizer que Brazouka foi muito bem recebido pelo público. Como foi a audiência - jovens, idosos, outros dançarinos...?

Braz: Quando começou Brazouka na Escócia, em Edimburgo no Festival Fringe nos fizemos nosso show por primeira vez para um público que nunca imaginava que é esse show. O público foi bem misturado; tivemos muitos jovens e muitos idosos. A principio a gente que vem ver Brazouka nunca viu um show desse tipo no palco - eles entram no teatro “vamos ver que eles querem nos mostrar”, sem saber que vão ver. No final todo mundo está aplaudindo, sorrindo e dançando e fazendo os movimentos do show. Então foi um premio maravilhoso. No segundo dia foi a mesma reação do público, e depois de cada show. Estou muito feliz que Brazouka foi tão bem recebido.

No palco da Brazouka! Fotos: Rachel Findlay Moreira.

No palco da Brazouka! Fotos: Rachel Findlay Moreira.


ZTW: Você tem algumas memórias especiais da sua interação com o público?

Braz: Tenho sim. Principalmente estes são momentos que vieram muito naturalmente. Por exemplo foi uma vez eu tive no meio do texto e alguem espirrou - eu falei “bless you” que é a minha linha no texto! Outra vez em Sydney estava mais de 45 graus com certeza, e temos uma parte quando falamos que chegamos no Brasil e no Brasil é 38 graus de calor. Então eu cheguei perto do público e falei “foi igual aqui hoje” - todo o mundo estava rindo. Foi umas coisas naturais, que não foram escritos, saindo do meu coração.

Só queremos levar um mensagem de alegria.

O melhor sorriso, um dos mais fortes que a gente ganhava no palco da Brazouka foi numa parte quando estamos falando sobre a Copa do Mundo. Na verdade, o nome Brazouka vem de duas coisas; “Bra-” de Braz, e “-zouka” de zouk. Mas Brazouka foi a bola da Copa do Mundo também. Como a gente sabe, o Brasil perdeu para Alemanha por 7-1 e terminou a Copa para o Brasil. Mas nós levamos com bom humor nessa situação. Para nós é um prazer imenso está levando alegria. É de intenção do Brazouka levar o melhor show do mundo? Não. Só queremos levar um mensagem de alegria. Queremos que quem vai ver o show do Brazouka sai dizendo “quero ir para lá, eu sinto vontade de dançar!!”, ou tal vez “quero enamorar”. Brazouka dar muito aspiração. E eu chamo Brazouka como uma grande família.


ZTW: A comunidade zouk é conhecida para a colaboração internacional - agora você tem a oportunidade de falar para os zoukeiros ao redor do mundo; Como você gostaria a gente se envolver com Brazouka?

Primeiro precisamos a inteligência para poder abrir a cabeça e o coração.

Braz: É muito simples se envolver. Queria a intenção, o respeito e a inteligência. Primeiro precisamos a inteligência para poder abrir a cabeça e o coração. Aqui não está um show melhor que o outro, um show de lambada ou de zouk ou de capoeira - não. É um show da cultura brasileira, que conta uma história de um brasileiro, de Porto Seguro, que nasceu na terra onde a lambada nasceu, que fez capoeira, que não foi na escola, porque teve que trabalhar muito cedo para ajudar a mãe, ajuda os irmãos - teve onze irmãos.

Eu queria de ser um bom bailarino? Não. Eu era um pescador que quase morri no mar. Eu pedi a Deus para a terra onde pudesse colocar o pé e para não ter que voltar para o mar para trabalhar nunca mais. Depois de muito trabalho de 10-12 horas consegui me chegar com barco em Porto Seguro com muito dificultado, cheguei na cidade e alguem me chamou para uma festa. Não sabia que é a musica do que se tratava ou que festa era. Quando chegava lá era lambada - mas que dança é essa lambada, nunca tinha visto e não sabia. Teve um competição de lambada eles estavam fazendo. Eu peguei uma menina, “vamos dançar”! Tá, e vamos. É eu ganhei a competição. Faz 28 anos. E em Brazouka contamos essa história verdadeira, a minha história.


ZTW: Estive lendo sobre sua longa carreira que é bastante histórica em termos de zouk - já começou 28 anos atrás como você disse, nos dias de Kaoma. Certamente, os anos não mostra em você. Você parece muito jovem fisicamente e no seu espírito. Você acredita que a dança e alegria contribuíram para a sua juventude?

Braz: Isso certamente. Porque a dança é uma massagem no espírito.

O sorriso massageá o espírito, a dança, a alegria, a vontade de viver massagem o espírito.

ZTW: E seu espírito é bem massageado?

Braz: Meu espirito ganhava muitas massagens porque o sorriso massageá o espírito, a dança, a alegria, a vontade de viver massagem o espírito. Acredita de que alguem criou todas as maravilhas, a luz, o mar, o céu, as plantas, as crianças, os idosos... as coisas naturais e simples massagem o espírito. E eu amo todos. A dança é a base de todo isso. Para conhecer as pessoas, ter contato com as pessoas, ter sentimento, dançar gostosamente junto ou sentir alguma atração amorosa. Acho que a dança é uma forca muito grande.


ZTW: O que significa ou simboliza Lambazouk a você?

Como a feijoada gostosa, com vários ingredientes, então é lambazouk.

Braz: Para ficar muito claro, de que cheguei lá naquela competição que ganhei 28 anos atrás, nunca mudei meu estilo e minha forma de dançar. Certamente eu adaptei com outros ritmos que veio que eu gostei. Todos as formas de dançar que se chama de zouk, lambazouk ou lambada, não importa, eu amo todos. Como a feijoada gostosa, com vários ingredientes, então é lambazouk; bota gafieira, bota salsa, bota um molho, bota um sal, um açúcar - essa mistura é dança. Não quero pensar que eu quero chamar ao lado do meu estilo.


ZTW: Entre outros, você é bem conhecido por seu forte aplauso que trazer um monte de energia para as pessoas, onde quer que você esteja. Qual é o segredo ou a história por trás o aplauso?

Braz: Os africanos trouxeram muitas coisas para o Brasil, para a Bahia; Música, dança, capoeira. O bumbum grande que tantos morenos brasileiros e brasileiras têm. Alegria e o sorriso grande. Muitas coisas que o baiano tem é bem do africano.

Quando estou numa festa, eu sempre tento pensar que vou desfratar o momento como se fosse o primeiro ou último, sempre.

A palma se bate no candomblé, a palma se bate na capoeira, e entre outros na lambada. Antes era só para as rodas. Mas agora, qualquer momento que não está dançando quando se bate na palma, você manda o ritmo para o seu corpo, é você manda a energia. Se manda uma coisa bem legal. É para ligar mais energia, para acordar quando está cansado, no segundo ou terceiro dia de congresso. Quando estou numa festa, eu sempre tento pensar que vou desfratar o momento como se fosse o primeiro ou último, sempre.. E essa alegria tentamos a levar por palco da Brazouka.

Braz compartilhando sua alegria para dançarinos ao redor do mundo

Braz compartilhando sua alegria para dançarinos ao redor do mundo

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Braz Dos Santos biografia

Braz dos Santos nasceu em Porto Seguro, Bahia, Brasil. Bahia é considerado o berço da cultura brasileira - também o lugar onde a lambada nasceu. Como muitas crianças brasileiras, Braz começou a trabalhar cedo, ajudando a sustentar sua grande família. Como pescador ele trabalhava diariamente no oceano perigoso e imprevisível. Durante uma dessas viagens Braz quase morreu e ele pediu a Deus para salvar sua vida e dar um outro trabalho.

Logo depois, Braz foi convidado para ser um dançarino com Kaoma, um grupo pop criado por um empreendedor francês que ficou impressionado com a dança e música, lambada, que ele viu em Porto Seguro. Braz e seu irmão Didi viajaram ao redor do mundo com Kaoma em 1988-1993, desenvolvendo lambada e espalhando sua alegria e energia contagiante. Depois de Kaoma parou, Braz e Didi continuaram a ensinar lambada ao redor do mundo.

Ao longo dos anos, tanto a dança, lambada (agora lambazouk), e a música, zouk, continuaram a desenvolver e transformar. Estilo de dança do Braz & Didi está firmemente fundamentada na lambada original de Porto Seguro, com o movimento lindo que reflete o ritmo de zouk. Braz continua a partilhar seu conhecimento de lambazouk com seu espirito aberto, sua abordagem simpática e alegria de viver.

No ano passado, a história de Braz foi trazido ao palco com Brazouka, um espetáculo de dança e música com Braz no papel principal. Brazouka foi escrito por Pamela Stephenson-Connolly, dirigido por Arlene Phillips, com narração de Billy Connolly e com música de Gil Semedo. Brazouka viajava durante 2014-2015 no Reino Unido, África do Sul e Austrália. Brazouka vai continuar sua turnê com novos shows em 2016.

Braz e seu irmão Didi também vão organizar um novo evento de zouk brasileiro em Porto Seguro este ano novo, 31 de Dezembro 2015 - 8 de Janeiro 2016; Brazouka Bearch Festival! No evento a gente vai passar 8 dias e 9 noites com dançarinos da Brazouka nas praia lindas, dançando todos os estilos do zouk e também samba de gafieira, kizomba e capoeira.

 

O que é Brazouka?

Veja este vídeo para ter uma idéia!